Domingo, Novembro 08, 2009

Hum-Ano.

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Desde o dia 01 de novembro de 2008, escrevo por aqui. Foram exatos 32 bostextos, contando com esse. Meu caso é o caso de, aproximadamente, 58% dos blogueiros que nada têm a dizer, a não ser expor suas divagações aos olhares alheios; em outras palavras: são 58% daqueles que não fazem porra nenhuma por aqui.

Não tenho textos bons e, por muitas vezes, tentei dar um fim a essa inutilidade. On the other hand, ter um blog é melhor do que pagar para se sentar em um divã e gastar saliva para um chato que leu muito Freud (maconheiro) em sua vida. O que resta a quem escreve aqui são os comentários (de outros maconheiros, que curtem gastar tempo com uma droga como essas).
Por essa razão, preciso comentar sobre os meus comentantes.

Marcius, que comentava desde os textos do meu antigo blog e que compradamente ganhou minha amizade (saudações, Billy Idol cover); Celso, que consegue ser como o Mestre dos Magos, citando poucas porém sábias coisas capazes de deixar qualquer um mais boquiaberto do que boneca inflável; Tiago C., pessoa que, definitivamente, tem toda a minha torcida pelo seu sucesso, assim como o Athayde também a tem; Karen, pseudoirmã que eu tanto adoro e que comentou por aqui mais vezes do que a Nayara, irmã que eu nem adoro tanto; Melina, chérie que parece demasiadamente comigo e que escreve toneladas de vezes melhor do que eu; Áurea, que tem o mesmo nome da minha mãe e, por causa disso, sempre me deixava com a Antártida na barriga ao ler seus comentários; Munir, o Puccino Picanhus, que deu a honra de uma Super-Ninguém como eu a se achar um pouco (mas bem pouquinho) importante ao ganhar um post dedicado a esta bagaça; Fábio V., socialaito respeitado e tutor de Putaris Hilton, que faz com que eu me pergunte o porquê de colocar seu nome por aqui se ele só comentou uma mísera vez; Arismar, a Airssea, que muito me inspirou com seus comentários, ganhando minha admiração e comparação ao Mestre Yoda; Cinthia, 'apenas' bastante especial, que acha que eu sou sua amiga linda, mas não sabe que eu só quero seu dinheiro; e, por fim mas não menos importante, Reynaldo Gianecchinni, que por várias vezes não entendeu a parte 'eu não quero nada com você'.


Meus agradecimentos com sentimentos de pêsames a todos os que leram o que apareceu por aqui. Sinto muito. Forcei todos a escutarem do Rammstein ao Led Zeppelin enquanto liam meus bostextos e, por isso, errei; deveria ter colocado Mallu Magalhães. Mas, no mais da soma matemática de toda essa merda de prolixidade, escrevo: o meu Mundo de Fora (OMdF) está com os dias contados. Quando as idéias amadurecem, não demora muito para apodrecerem. Não tenho (e nunca tive) motivos para continuar por aqui, porém por mais que não tenha significado nada para 5.999.999 das pessoas que habitam na Terra, esse blog significou algo para mim: significou que eu só escrevo muita porcaria e, por isso, preciso parar.


Obrigracias Airton Monte, Xico Sá, Ângela Gutiérrez, Luiz Fernando Veríssimo, Machadão e Leminski; sou grata por colaborarem para minha inspiração em poluir a world wide web. E agradeço também a quem mais me motivou: Seu Lunga rock'n'roll!


A trilha sonora do que já soou está AQUI. Quem gostou, bate palma, e quem não gostou, bate mais palma, porque acabou.

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Com a minha no caminho.

'Que multidão de dependências na vida, leitor! Umas coisas nascem de outras, enroscam-se, desatam-se, confundem-se, perdem-se, e o tempo continua andando sem perder-se a si.'







Não, Machado. Cara, o tempo não anda; ele corre. Corre assim como alguns objetivos, algumas oportunidades, alguns e algumas correm da gente. E o pior é que, às vezes, não se pode fazer nada. O sentimento de culpa pelo que foi feito e o sentimento de remorso pelo que não foi feito; a vontade de estalar os dedos e resolver o que gera revolta, ambiguidade e incerteza: nada é conveniente, nada sai como deve sair. Gênios da lâmpada, em verdade vos digo: para quê três desejos, se, no desespero, um seria bem servido?

Chega de lirismo, chega de suspiro. Sim, isso cheira à desilusão e beira ao bom senso. Às vezes é necessário que se agrade ao respeitável público sendo marionete de uma pessoa, estando a entreter a alguns por estar presa às cordas que, no meu caso, eram as algemas da incerteza. Eu, que acredito em Deus, pergunto a quem também acredita: os planos de Deus não são estrategicamente perfeitos? Vou divagar agora, esperando não ser má compreendida ao pensar que se Hitler não fosse ateu, tendo se aliado aos judeus, a Alemanha pudesse ser bem mais do que a ideia que se tem de uma potência mundial - isso devido ao seu estrategista. Os planos de Deus são de uma complexidade que são capazes de fazer com que uma pessimista, como eu, possa acreditar na falada luz no fim do túnel. Eu falo isso porque não sei qual a razão dEle ter colocado algumas pessoas no meu caminho.


Pessoas que me trazem alegrias e pessoas que me 'emputecem'.
Eu só quero saber onde estou pisando. Eu só quero saber para onde Ele está me levando. E porquê estou escrevendo isto.


Talvez esse seja o mesmo questionamento de alguém que, ocasionalmente, leia este post. Mas ocasionalmente será mesmo ocasionalmente?

Quarta-feira, Julho 29, 2009

Zer0.

É como escreveu Drummond: Chega um dia de falta de assunto. Ou, mais propriamente, de falta de apetite para milhares de assuntos. E oulalà, para mim, esse dia é hoje.

Hoje não é meu dia de assuntar. Escreverei sobre o quê, afinal? Critico o (des)governo do meu país? Critico socialites e seus casacos de pele? Falo de algumas desilusões amorosas, divago sobre a natureza ou sobre o bigode de Freud? O fato é óbvio: não tenho nada. Não tenho nada e não tenho nada para escrever. Ainda mais agora, escutando Al Bowlly (o que seus avós escutavam), com as pernas estiradas e dor na coluna (no superlativo). O que eu quero? A palavra sossego, desacompanhada, já seria um banquete para mim. Não que eu esteja cansada ao ponto de minhas orelhas estarem com olheiras. Ainda não estou assim. E também não estou trabalhando por 30 horas initerruptas... na verdade, não conseguiria fazer o que gosto durante 30 horas initerruptas. O que eu quero é ouvir o silêncio. A coisa mais piegas de se escrever, mas é uma verdade. Quero passar simples 20 minutos ao lado da pessoa que desejo. Acho que 1200 segundos são suficientes para os verbos realizar, sentir e gostar entrarem em ação. Quero estar no mar e ver apenas o mar. E para mostrar que eu não sou liricamente ingênua, quero isso na companhia do nosso amigo Etanol. Gostaria de passar uns dois dias acordada, fazendo coisas que eu planejei e que ninguém conseguiu desplanejar por mim. Viajar hoje, para um lugar pouco povoado e desconhecido, e voltar amanhã, com histórias e roupas a mais na bagagem. Ir a um show do Nouvelle Vague ou do Led Zeppelin (estaria realizada em ambos). Se inventassem um abraço que coubesse todas as pessoas que você gostasse, sem exceção, eu o compraria. Mas não sou toda açúcar e afeto. Um murro, com o mesmo número (ou talvez mais) de pessoas para o fim oposto, também seria comprado por mim.

Entretanto, aí está a blogueira, casmurra e indisposta para a tarefa de encher o blog de sinaizinhos pretos. Concluiu que não há assunto, quer dizer: que não há para ela, porque ao assunto devem corresponder certo número de sinaizinhos, e ela não sabe ir além disso, não corta de verdade a barriga da vida, não resolve os intestinos da vida, fica em sua cadeira, assuntando, assuntando... falando de vontades que, por não serem inexequíveis, possam ser um dia realizadas, e tomando prováveis dez minutos de você, que chegou até este ponto final.

Minhas desculpas. Fale-me sobre você também.

Terça-feira, Julho 14, 2009

Uma carta a Ninguém.

Resolvi lhe escrever pelo mesmo motivo de sempre: é só com você que desejo conversar neste turbulento dia que tive. Modifiquei aquela frase "Dos meus segredos, Ninguém sabe", porque aprendi a me reservar ainda mais. Por isso, dos meus problemas, apenas você estará sabendo (isso para o bem de ouvidos e ombros de várias pessoas, ou seja: para fins médicos).

Admiro o fato de você, Ninguém, apresentar-se como um ser tão multifacetado. Entenda: você é a antítese de várias coisas. Como, por exemplo, o fato de toda mulher solteira lhe namorar sem estar namorando. Ou quando é preciso guardar um segredo porque ou só você pode saber, ou não podem lhe contar.
No entanto, fico triste quando usam um nome qualquer à frente do seu, porque sempre existe um tom depreciativo no final. Mas, por outro lado, você consegue ser o alvo nas comparações românticas: todo apaixonado diz que só você consegue amar como ele, não é verdade?

Você tem um nome de respeito, acredite. Eu sei, você acha que eu escrevo isso porque você tem sido minha única companhia constante. Mas lembre-se que, nos meus dias mais insensíveis e menos altruístas, eu prefiro estar com você a estar com um milhão de pessoas. E só você me entende.

Não irei prolongar esta carta, até porque sempre lhe escrevo. A razão dela é simples: estou me sentindo como você. Por isso, quando eu estiver raivosa, pode me procurar. Afinal, nessas horas, meus beijos e abraços seriam apenas seus.

Sábado, Julho 04, 2009

Sorriso Amarelo.

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Ouvindo algumas seleções de músicas do meu tão admirado Tarantino, reflito sobre meus conflitos recentes. E não há Sigmund que explique as mudanças que tenho passado.

Concepções que foram descartadas, novos ares, novas caras. Novas ideias, novos olhares, novos toques ou sentidos. Novas oportunidades, bem dizendo. Eu sou grata por tudo o que está me acontecendo, não importa se sejam as coisas boas ou as coisas ruins. Antes morrer grata do que ingrata. Muito bem que o e-mail que espero não chega há um mês ou mais; muito bem que eu, em certos momentos, prevejo uma separação indesejada de um par que eu quero tão bem; muito bem que eu tenho sempre minha incerteza algemando minha certeza, como todo e qualquer mero libriano assim a tem; muito bem, a partir de hoje, mentalizarei sempre o Muito Bem. Obviamente, como qualquer mulher, estou prevenida de um possível acesso de raiva que resulte em uma tragédia sentimental, profissional, diabólica ou que infunda melancolia. Esses típicos acessos de raiva que acontecem no auge de uma tensão... pré-menstrual. Que seja. Na maioria dos horários, pretendo seguir a Teoria do Playmobil a partir de hoje.


Mas não pensem que quem vos escreve é a personificação da raiva, a mulher do Seu Lunga ou a Rainha de Antipatiapples. O problema é que muita gente já acusou minha vista, fez mal ao meu coração, irritou meu cérebro e me puxou pela cutícula. Capacho: essa palavra não existe mais no meu dicionário. Só preciso acrescentar Autoconfiança, que ainda não existe. Ainda.


Pra você, que acordou "com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar 'bom dia' e de beijar o português da padaria", concorde e mentalize comigo.

E pra você, que acha ridículo o que escrevo, o meu muito obrigada. Porque é como F. Young diz: Não existe motivo melhor do que ser odiado pelos odientos, pelos mais odiosos motivos. Portanto, odie-me e me ridicularize. Eu sorrio agora, verdadeiramente, para você, antes que você me sorria, falsamente, algum dia.

Domingo, Junho 21, 2009

Sedição Involuntária e Apetecida de um Corpo.

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Amaria a outro homem? Era a segunda vez que tal conjectura teimava em se mostrar em sua mente como um recife áspero, de ordinário, afogado, mas sempre latente no preamar perene de seu amor-próprio. Doeu-lhe aquilo um instante, mas a vaidade intumesceu-se de novo, fazendo flutuar mais suaves hipóteses no refluxo de seus pensamentos.


E era assim: um motim, uma revolta, uma inquietação profunda, dessas inquietações que roubam o sono e que causam a tal alienação mental. A incontrolável dama, ninfeta, ou o adjetivo que fosse, estava perdida em seu desejo venéreo. Queria ela que fosse leve, passageiro; não era.


Ela o via, mas as lembranças e os desejos duravam com tal força em suas semanas, que, por causa disso, pareciam ter mais do que os sete dias. Alguém a avise que ela está errada. Alguém informe que ela está cometendo um desperdício. Alguém coloque placas de neon na sua frente, alguém a ajude, alguém a conquiste, alguém a deseje e deixe isso bem claro.

Poderosa verdade que machuca, não tens dó da pobre amante que perde suas horas desejando aquilo que não tem? Dê à ela um pouco de ilusão, deixe-a sentindo a pseudorrealidade que um dia quase lhe pertenceu. Egoísmo para quê? Pés doídos por percorrer caminhos errados, ela precisa e tem o direito de os ter dormentes, nem que ao menos por uma noite ou talvez por um dia inteiro. Ela precisa preencher suas depressões e curvas - da alma e do corpo. Precisa sentir densamente que todos os seus órgãos estão louvando por serem seus, precisa ser sinfonicamente tocada em deleite.

Dias se transformam em noites e noites são sempre mais e mais noites. As dúvidas e hipóteses que pairam em sua mente não conseguem parar seus tórridos pensamentos. Ventura. A vergonha tem de ser maquiada e escondida. E o corpo cálido, tão desejado pela amásia, um dia há de chegar.

Segunda-feira, Junho 01, 2009

A Droga.


É, caros amigos-desconhecidos-virtuais (ou não, ou nem isso). Estou viciada.

Odeio os "pequenos detalhes" da vida. Reparem: tudo aquilo que é nomeado como pequeno detalhe nunca é, na verdade, um pequeno detalhe. Você sempre acaba dando uma importância danada àquele que realmente não merece tamanha importância.

Não que eu tenha me prendido aos pequenos detalhes, mas é fato: caí numa armadilha. Não me preocupo mais com minhas responsabilidades. Culpa de quem? Não estou mais atenta ao que acontece com meus amigos. Culpa de quem? Não escrevo mais um texto, um verso, uma palavra sequer que me transmita a quem me lê. Vejam: só escrevo contos de merdas - ao invés de contos de fadas. Culpa dele. Ou melhor, dela: a minha droga favorita, injetada diretamente no coração.

Viciados, uni-vos; sejam vocês anônimos ou não, queiram concordar: o pobre coração, fragilizado por si e por sua complexidade arterial, ao receber uma única e direta dose da droga, essa droga, pretende morrer de amores. É necessário uma certa cautela para que isso não aconteça.

Os tratamentos aconselháveis para os - literalmente - viciados declarados são vários. Os melhores especialistas que podem nos tratar, estão por aí: em cada esquina, em cada página, em cada acorde. Eu, por exemplo, tenho me tratado com a ajuda do Zé Carioca (do Bar do Bixiga), da Fernanda Young (ou da Maitena Burundarena), como também de Damien Rice, Janis Joplin, Amy Winehouse, dos senhores do Nazareth e até do mestre Vinícius. Quando me sinto completa novamente, feliz novamente, noto: estou drogada. E aí, acabo recorrendo a essa galera simpática da rehab. Afinal: sou contraditória (não sou contraditória).

Portanto, cuidado. Sobretudo nesse 12 de junho. Se vocês irão presentear e ser presenteados, fazer ou receber qualquer declaração, atentem: podem se denominar narcóticos apaixonados.

Porque, na minha opinião, que droga! Que droga é o amor.



(Obviamente, a autora está solteira. Por opção e por precaução.)

Quinta-feira, Maio 14, 2009

O Desapego em Reclame.

Abandonei o inverno que em mim habitava. Deixei meu verão luzir.

Troquei de estação. Virei a página. E vários outros clichês que promovem o Desapego.
Promover o Desapego não é difícil.
Difícil é aceitar que ele seja o promovido, e não você.
A monotonia tornou à casa? Está cansado(a) do superlativo dos problemas? Promova o desapego, e não se arrependa.

Não vejo um motivo para olhar o passado e viver às custas dele, se diante de mim existe um futuro inteiro, de um chão intocável, que só espera por meus passos.
Cansei, apenas cansei de ficar esperando. Executo, faço, uso verbos no presente porque meu tempo é o agora. Perdi o remorso e a repreensão do ego. Errei? Errei. E a reflexão sobre o erro acaba por aí, sem mais, só 'foda-se'.

Tornei-me um pouco egoísta. Abandonei velhos hábitos que me faziam de iludida. Fiz uma boa ação para meu espírito. Por mais ilogismos que este texto tenha, e por mais idiota que ele possa ser, prefiro colocá-lo a não ter nada a dizer.

Às vezes, o que você julga não ser bom para ser dito é exatamente aquilo que alguém precisa ouvir. A tais "alguéns", meu intrometido conselho: promova o desapego. Já.

Domingo, Maio 03, 2009

Recortes (d)e Lembranças.



Quão fortes são as lembranças que tomam meu corpo como num átimo de assalto.
São, concomitantemente, gosto e desgosto, asselvajadoras d'alma e assoladoras do coração.


Lembranças que vêm e vêem o sofrimento nato de minha mente, até inóspita,
porém recalcada perto dessas lembranças.
Deixem-me em pura quietação de ânimo, tenho procurado tanto por tranquilidade, sossego,
mas só encontro o genérico afago. E não me serve.


Partam de mim sem despedidas, lembranças.
Levem de mim o cheiro, o olhar, o sorriso disfarçado
que um dia se fizeram verdade, mas agora não são.
Partam de mim, malditas.
Vão habitar outro coração mordaz.
O meu, não.


*

Às vezes eu esqueço que tenho um blog, tal como uma mãe desnaturada esquece o filho na porta da escola e minha irmã esquece de vestir suas calças. A culpa, no mais, é do Twitter. Príase, fólou mi.

Quarta-feira, Abril 29, 2009

Recados.

Não que hoje eu esteja "objetiva e sem rodeios". Longe disso. Não sou assim, embora que gostaria de ser, ao menos um pouco. Minha subjetividade me atrapalha bastante, e como. Mas existem situações que dela eu faço bom uso. Como essa, por exemplo. Eu deveria ser sincera e direta. Não consigo, não consigo. Em vez de travar o olhar num ponto e, com a mão esquerda, ficar enrolando os dedos nas pontas do meu cabelo, estou escrevendo e apagando as coisas. Eis uma puta insegurança, essa que tenho. Minha irmã vive dizendo que me acha segura em minhas decisões. Engano-a e engano a todos que pensam isso sobre mim. Sou uma insegura disfarçada e confessa. Pois bem... é por causa dessa insegurança que fodo minha vida, praticamente. Vida um pouco complicada, a minha. Por causa de tal insegurança, cometo erros, assim como todos vocês ― ou não, senhores.

Ultimamente tenho desfocado minha mente. Por completo. Perdi alguns objetivos que tinha. Poucos, porém importantes. Desperdiçados por motivos banais, supérfluos (não é isso o que gera mais remorso e irrita?). Por mais que eu tente recuperar alguns desses objetivos, minha falta de paciência torna-se uma outra antagonista nesta história. Quero aqui, quero agora, quero porque quero. Mas graças à minha inutilizada consciência, evito estragos (maiores). E hoje, nessa madrugada, flagro-me querendo dar recado a certas pessoas que lerem isto aqui por acaso. Amo o acaso, mas não acredito em destino. Vamos aos recados:


1. A ele: Você. Quero uma acariação, urgente. Mas tenho medo. Quero vencer esse medo. Incomoda-me o medo por me fazer sentir tão fraca, o que não sou, daí a urgência. Você me deve tanto... Deve-me atenção e respeito, sobretudo. Não diria que me deve amor, embora queira. Não diria, porque ultimamente tenho muito nojo de você. Um nojo saudável, não de repulsão. Acredite, temos o que conversar. Evitarei um monólogo, prometo. E quando esse momento acontecer, ou riremos muito do que escrevo ou sumirei da sua vida. Em ambos os casos espero estar conformada com minha atitude. Como já lhe disse, tenho a impressão de que só iremos nos encontrar quando não pudermos nos encontrar. Mas é esse o tipo de risco que quero correr. Quero me desafiar. Já te desafio a concordar comigo.


2. À ela: Não fui nem estou sendo uma boa amiga, confesso. Não pude estar presente quando queria estar; sinto muito. Saiba que eu encontro paz no seu olhar, amiga. E você sempre encontrará confiança no meu abraço. Adoro-te bastante e espero que você esteja driblando essas porras de dificuldades. Você já é uma vencedora para mim. Isso desde 'sempre ontem'.


3. A eles: Vocês são tudo, tudo e o infinito mais precioso da minha vida. Acredito em Deus por causa de vocês, por ter vocês comigo e pela escolha que Ele fez. Muito inteligente. Desculpem-me se errei, se estou errando e acaso erre novamente. Vocês me amam e esse amor se traduz em perdão, sempre. Não tenho palavras para a expressão do meu amor por vocês, mas um "eu me sinto válida e existente, eu persisto, por causa de vocês" serve? Não? Que o dia-a-dia nos sirva então, minhas dádivas particulares. Amo vocês. Eternamente.

Os recados foram dados. Suspiro. Hoje cumpro as tediosas obrigações do dia sentindo-me mais leve, não sei porquê.